Na beira do São Francisco 
Quis nascer...crescer...viver...
Vi Águas límpidas correr...
Rio acima, vi surubim se esconder
Abaixo, vi correnteza descer...
Águas claras na vazante,
Escuras, barrentas, nas enchentes do lugar.
Nas águas do São Francisco me banhei,
Me encantei...

Vi o "Gaiola" subir
Vi a canoa descer.
Vi pescador jogar rede, anzol
E peixe pescar.
Vi remeiro entoar canto na despesca,
Em cada canto pescar.
Homem de chapéu de palha,
Chicoteando jumento
Com os barris na cangalha - Eu vi...
Descer ruas rumo ao Rio.
Subia carregado, cansado, rua após rua
- casa em casa - com a água de beber.



Vi o sol se refletindo
No espelho cintilante,
Nascendo de manhãzinha,
À tardinha se escondendo.
Arco-íris de mil cores
Matizava o horizonte!...
O céu baixava sereno
O Rio subia gigante,
num encontro enamorado
pareciam se beijar.

Vi quantos, e muitos, e tantos...
No seu leito deslizar
E num macabro mergulho 
sob suas águas sonhar
e nunca mais retornar.
Vi lavadeiras cantando 
No exercício de lavar
Roupas daqui e dali
Estendidas a secar.



Vi águas lamber a terra e o cascalho rolar
Ecoando um som distante,
Louvores... aos que ficaram por lá
No sono de nunca mais acordar.
Vi da casa avarandada
Erguida num areal
Uma ponte solidária
Duas irmãs a ligar
De mãos dadas, sempre unidas
Que paisagem singular.

Meu São Francisco, meu Rio
De beleza sem igual
O recordar dos meus dias
Saudade tenho de lá.


emypossi@yahoo.com.br 

 


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Página editada em 29/07/2003.
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