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CLONE DE MIM
Fátima
Irene Pinto
Quando
meus olhos encontram os teus,
Fico
surpresa, por não ter
surpresa.
Tu
sempre estiveste sentado à
minha mesa,
Comendo
e bebendo dos males tão meus.
Somos
farinha alva, do mesmo
saco,
Somos
alquímicos, o ouro e o aço
Somos
o insólito e o gélido
abraço,
Plenos,vazios,
o todo e o caco.
Anjos
perdidos em terra estrangeira,
Vivendo
entre os vivos, à nossa
maneira,
Quem
há de entender a nossa
bandeira?
Tu
e eu ouvimos o mesmo tambor,
Moscas
azuis, pousadas na mesma
flor,
Almas idênticas,
dois clones de amor!
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